OneShot é um jogo de aventura com elementos de puzzle desenvolvido pelo estúdio independente Future Cat. Baseado em uma versão grátis lançada em 2014, foi lançado para Steam em 8 de dezembro de 2016 e em 12 de março de 2020 no itch.io. Uma versão para consoles, OneShot: World Machine Edition, foi lançada em 22 de setembro de 2022 para Nintendo Switch, PlayStation 4, e Xbox One.
Descrito como um jogo onde "o mundo sabe que você existe", tanto a jogabilidade quanto a narrativa envolvem elementos metaficcionais. Muitos quebra-cabeças envolvem a interação com o sistema operacional fora do jogo. Narrativamente, o jogador é um personagem separado de seu protagonista Niko, uma criança-gato que chega a um mundo desconhecido sem sua luz solar e, eventualmente, pretende salvá-lo substituindo seu sol, uma lâmpada, no topo de uma torre.
Em OneShot, o jogador controla a criança Niko, que é colocada em um mundo desconhecido sem o sol. O jogo mostra apenas o ponto de vista de Niko, enquanto o jogador é um personagem próprio, sendo referido pela conta de usuário em que está conectado. Ao longo do jogo, Niko pode descansar em camas, fazendo com que o programa seja fechado; ao reabrir, uma curta cena de sonho acontece.
Assim como em muitos jogos de aventura, a jogabilidade é composta principalmente por resolver enigmas que envolvem itens; o jogo não tem um sistema de combate.Os itens podem ser usados para interagir com alguém ou algum local específico, ou então combinados para formar um novo item. Ao longo do jogo, o jogador encontra alguns computadores, que indicam que o jogador deve encontrar conteúdo fora do jogo, até mesmo no sistema de arquivos. Isso também interagir com o sistema operacional do jogador de outras formas, que incluem mover a janela do jogo para fora da tela e voltar para imitar uma revelação fotográfica, ou ganhar pistas no papel de parede da área de trabalho. Por essas mecânicas, foi oficialmente descrito como um jogo onde "o mundo sabe que você existe", e as instruções recomendam jogar no modo janela. A versão para consoles, OneShot: World Machine Edition, usa um sistema operacional simulado para permitir que os jogadores interajam com o jogo assim como fariam com um computador.
A ambientação é pouco abstrata e detalhada. Ela consiste em ruas destruídas, fábricas antigas e campos desertos.
A versão completa de OneShot para Windows recebeu críticas favoráveis, segundo o site agregador de críticas Metacritic, enquanto a versão para Nintendo Switch de World Machine Edition recebeu "aclamação universal". John Walker, escritor do site Rock Paper Shotgun, elogiou o jogo e disse que era "completamente charmoso, deliciosamente escrito e extremamente inteligente", e Louis Stowe do COGConnected o descreveu como "uma maravilha completamente inesperada". Charlie Nicholson, da New Game Network, positivamente o comparou com os jogos Undertale e Pony Island, mas também disse que não era completamente "revolucionário".
Vários críticos aclamaram os aspectos metaficcionais do jogo. Walker (Rock Paper Shotgun) afirmou que "Ele faz coisas com o meu computador que eu não sabia que jogos poderiam fazer". Charlie Nicholson (New Game Network) elogiou a forma como rompe a barreira entre o jogador e o jogo, afirmando que ele ficou tentado a "recorrer a pôr tachas azuis na sua webcam". O revisor Pascal Teikala da Adventure Gamers também elogiou essas interações, mas comentou que alguns dos jogadores podem não gostar de como o jogo interfere em seus computadores. Stowe (COGConnected) criticou o design de quebra-cabeças do jogo, mas admitiu que suas dificuldades só se aplicavam apenas a alguns dos quebra-cabeças.
O crítico do Hardcore Gamer, Spencer Rutledge, elogiou a história do jogo, afirmando que "OneShot passa emoção sem se esforçar". Walker afirmou que o elenco "quase sempre contém um momento que vai fazer você sorrir". Ambos Nicholson (New Game Network) e Stowe ( COGConnected ) elogiaram a caracterização de Niko; o último alegando que, enquanto jogava, queria genuinamente ajudar a criança. Contudo, em contraste, Nicholson (New Game Network) alegou que não tinha profundidade comparado com outros jogos metaficcionais, considerando seu elenco "fraco" e muito distante de Niko, e Teikala (Adventure Gamers) pensou que a sensação alienígena do jogo faz difícil de se sentir conectado. Ben Robson, da GameGrin, criticou a versão completa do jogo por deixar pra trás à natureza "one-shot" da versão gratuita, alegando que a habilidade de jogar o jogo várias vezes tirou seus temas.
A direção de arte foi positivamente recebida. Comparando com o que ele considerou o estilo de arte mal-definido de Undertale, Robson (GameGrin) o chamou de "claramente definido", e um bom complemento para a ambientação misteriosa do jogo. Nicholson (New Game Network) e Rutledge (Hardcore Gamer) também elogiaram a arte, com o primeiro destacando a forma como refletia o tom solene da história. Embora tenha achado a coloração temática interessante, Teikala (Adventure Gamers) afirmou que a direção geral era muito "modesta", com muitos dos ambientes do jogo sendo desnecessariamente simples.
Rutledge (Hardcore Gamer) afirmou que a trilha sonora do jogo "às vezes quase parece um sonho", com a música combinando perfeitamente com cada uma das áreas do jogo. Stowe (COGConnected) achou que a música fazia "explorar o jogo ... um deleite". Robson (GameGrin) foi mais negativo; embora não a tenha criticado, afirmou que falhou em alcançar o visual.
Em 2017, OneShot foi indicado para a categoria "Jogo de PC do Ano" do Golden Joystick Awards.